Chorou até os olhos arderem de si mesma.
e
s
c
o
r
r
e
u
r e t i n a a f o r a
a mentira que por anos a cobria:
desamores permitidos. Óculos.
Quando foi mesmo que fez de um padrão sua moda?
D-e-s-q-u-e-r-i-a. Escolha d i s s o l v i d a, curada miopia.
No [...]
Posts de Junho, 2009
Liberdade
Publicado em Vento na retina em Junho 28, 2009 | 3 Comentários »
Do Ato de Entrelinhar – 3
Publicado em Tear de páginas em Junho 26, 2009 | 2 Comentários »
Tempo Tempos Temos – Cris Ebecken
(*Oração ao Tempo – Caetano Veloso)
E cheguei ali, ou aqui, não importa onde, sem maquiagem nos olhos ou qualquer coisa nas mãos. A intenção era olhar nos olhos, e sentir fechando os olhos. Dança silenciosa que só comporta nos que vão com alma…
“Tambor de todos os rítmos” *
“No som do [...]
uma quebra e o inquebrável
Publicado em Tear de páginas em Junho 24, 2009 | Deixar um comentário »
Baguncinhas de vestígios de par restavam como que penduradas no sem sentido. Nunca se sabe o quanto duram ou para onde rolam os novelos de lã desbotados, como se o coração fosse uma criança desajeitada aprendendo a enrolar e a cortar a linha. Mas naquela tarde um sabor escorria diferente em seus movimentos e pedaços, como [...]
o avesso do lado de fora
Publicado em Vento na retina em Junho 24, 2009 | Deixar um comentário »
- é precipício ou fantasia?
Distorciam a legenda os ecos dos medos.
- não é abismo, é só profundidade…
Era o que os olhos liam no espelho mútuo.
- mergulho sim.
Todo coração no fundo sabe ao que se destina.
(e um mar alagou o corpo inteiro)
- toda felicidade tem reino dentro, e próprio.
umas doses de sensata prolixia…
Publicado em Livre de categorias em Junho 17, 2009 | 3 Comentários »
(quando o confessional puxa a bainha da saia)
Um universo inteiro dentro do peito e uma dissolução no universo inteiro: se eu for dizer que sou alguma coisa, talvez uma gotinha de cor, uma micrúscula partícula de cor com a giganteza dentro do peito. E talvez por intuir esse meu percurso, há tempos me desaproprio do [...]
confidência de romanceiro
Publicado em De Estrada e terra em Junho 11, 2009 | Deixar um comentário »
Morangos vermelhos pra língua
na saliva dos sabores escolhidos
entre dez dedos de toques macios.
O inverno dos quereres bem-vindos:
sem vento de desafino
a brisa é colcha de pele dos amores.
Assim…
ninguém precisa de chocolate
- escolha é a arte da colheita.

