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Posts de Dezembro, 2008

A Libélula e o Vagalume

(Uma história de ano velho e ano novo – para o adulto que se permitir)
Era uma vez… sim, vou começar a te contar uma história com o ar da vez que era; pois se de um lado o lúdico salva, de outro uma fantasia só pode ser destecida dentro de seu próprio bordado. Então, era [...]

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linha de vagão

Vou fazer um bordado de sapequices poéticas.
Sentadinha no metrô na volta do trabalho
olho:
 
a moça da frente tem os olhos verdes tristes
o homem ao lado espicha as pernas e treme
duas tagarelas não medem o som da fofoquice
a senhora à porta toca a vida de braços cruzados
 
desenrugo as linhas do mar da moça
solto oxigênio destemido
silencio toda necessidade [...]

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Desilhar-se talvez seja deserdar-se dos arames farpados da linguagem
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Se as verdades não dialogam, esvaziam-se na forma dos nomes
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Na ilha dos controladores nascem todos sem orelhas
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A linguagem é a masmorra ou a alforria
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Silêncio é a lingua que escreve os lugares dos sentidos
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Não se afunda ilhas, assim se perderia o norte de tudo que não se quer
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Ser [...]

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