“Pois certas sensações deliciosas há das quais o indefinido não exclui a intensidade; e ponta mais aguçada não há do que aquela do Infinito”*
Margeando a orla, sentada na pedra, um pequeno caderno de bolso silenciado sobre a perna. Há apenas uma surtez humaníssima. Render-se a si. A força do mar na murada é da doçura permissiva do [...]
Posts de Junho, 2008
Uma legenda em um “aff”
Publicado em Tear de páginas em Junho 23, 2008 | 1 Comentário »
paredes de panos amáveis
Publicado em Vento na retina em Junho 21, 2008 | 2 Comentários »
Não era engraçada, mas era uma casa.
Uma casa de infância e amor abafado.
Tinho cheiro específico, coisa guardada,
e o barulho do tic-tac fazia a menina
se sentir pequenininha, coisa abraçada
na solidão dos livros no armário.
As paredes das histórias dos adultos,
o chão de sinteco velho de dor calada,
as grades nas janelas do educá-la
- era tudo de amor em [...]
A tal 1a. pessoa
Publicado em De Estrada e terra em Junho 16, 2008 | 5 Comentários »
Foi sutil assim mesmo. E de tanto jamais me suporia à beira dos tragos do tempo. A caixa, abandonada anos na casa dos pais, pela irmã devolvida à mãos da dona, residia intocável há semanas logo aqui ao lado do pé. Não a digo minha, muito embora seja. Tampa azul, duas chavezinhas penduradas, acrílico fechado, e dentro: pencas [...]
Meninice Grande
Publicado em Ao pé do ouvido em Junho 13, 2008 | 1 Comentário »
“que o esplendor da manhã não se abre com faca”
(Manoel de Barros)
Escondido no lugar dos lugares do comum, tentando burlar o labirinto, o menino treina com seus sonhos. Nove, onze, treze anos… que importa? É um menino que pensando em um dia ser alguma coisa de gente grande, procura aonde pode ser grande o ser [...]
Giro-Alvo
Publicado em Livre de categorias em Junho 11, 2008 | Deixar um comentário »
Palo que lavra e
autorga o instante
libélula
amável.
Veja-me no tato
rarefeito da intimidade,
aberta nua, não despetalável.
Ali entre o sono e o tato:
mar desperto no hálito.
Ali na borda do ir embora:
ventar ir de encontro ao tempo em aguardo.
Escolhas giram o eixo do
liberto, dos que casam palavras.
Subversões mágicas
Publicado em Vento na retina em Junho 4, 2008 | Deixar um comentário »
Foi ele bater à porta do florista, recebido por um ajudante, ganhou aos ouvidos: entenda as normas da casa, para esse tipo não há financiamento.
Foi ela conferir a manhã no jornal do dia, na ausência de um caderno pôs-se a frente do jornaleiro, de brinde o dito: repara o tempo, não há classificados porque não estamos [...]

